domingo, 17 de novembro de 2013

Viva o hoje como se não houvesse amanhã!

           Sei que este meu título parece ser bem clichê, mas têm coisas que as pessoas parece que não se cansam de saberem e também de não fazerem. Então, aqui vai meu conselho Alto Positivo de hoje: Viva o hoje como se não houvesse o amanhã. Ou como diriam os poetas do arcadismo: Carpe Diem!! Ou ainda Seize the day! Como queiram. Mas vivam. 
Porque não há nada pior do que vocês chegarem algum dia, sei lá, perto da sua morte e sequer imaginar: Eu estou vivendo a vida que sempre quis? Eu estou vivendo a vida ou passando pela vida? 

         E aqueles velhos "E se" atormentadores? Você já pensou "E se este caminho esquisito que estou levando me tirar a vida?" "E se eu não chegar ao hospital a tempo?" "E se eu atravessar a rua e cruzar um caminhão?" "E se eu morresse agora, aqui, neste momento?"
Já se imaginou nessas situações, segundos antes delas acontecerem e aí, você se indagou eu "estaria pronta para morrer agora?" eu fiz tudo aquilo que queria fazer? Eu sou feliz hoje, ou vivo sempre de sextas-feiras, feriados e férias?
Sei que devem estar se perguntando, mas que papo deprê é esse hoje? Cadê a parte Alto Positiva?

         E digo a vocês, está bem aí. Dentro de vocês, dentro de suas vidas. Dentro do que a maioria das pessoas deixam escapar, por falta de tempo, por desculpas e coisas sem fundamento, sem profundidade. 
Por isso meu conselho Alto Positivo de hoje é: Se resposta para a pergunta acima for não, então algo está muito errado. E vos digo, nada pior do que viver uma vida a qual não queremos, não gostamos e não vemos sentido. 

        Por isso tenho de confessar que esta semana, ao quase chegar perto da morte mais uma vez, ao agonizar num leito por mais de 7 horas e muita inconsciência e vê minha vida passando sob meus olhos, eu me senti livre e inundada de felicidade, porque eu estou exatamente onde queria estar, fazendo exatamente o que queria fazer. Eu tinha deixado claro já pra todas as pessoas o quanto eu gosto delas e o quanto as amo e elas são importantes pra mim. Tinha rido, dançado, bebido, gritado, pulado, amado, abraçado e vivido uma vida intensamente. Daí agora, com esta segunda...terceiras...mil oportunidades que estão sendo me dadas e são nos dadas cotidianamente, eu estou mais feliz que nunca, porque posso continuar exatamente de onde parei esta aventura chamada vida. 

        Diante disso, eu acredito que triste não é a morte. A verdade é que  as pessoas não aproveitam realmente a vida. Ficam sempre nesta penumbra do não se... do não talvez...Com medo ou sei lá. A maioria tem medo de viver a vida realmente, sendo que não se dão conta que a vida está acontecendo agora, neste momento. 
Quantas coisas você deixa de fazer por falta de tempo? Quantos eu te amos você não fala por vergonha? Quantos abraços você deixa de dar por estar chateado? Quantas danças você dispensa porque não sabe dançar? Quantos amigos você deixa de fazer por não abrir um sorriso? Quantas promessas de fim de ano deixaram de cumprir? E se vocês morressem hoje, quantos arrependimentos teriam? Muitos, poucos, nenhum? Quantas coisas deixaram de fazer? Quantos "momentos certos" esperaram acontecer?

        Por isso que hoje, pessoas lindas do meu Brasil, eu digo com propriedade: Vivam o hoje como se não houvesse amanhã! Abracem quem têm de abraçar, dancem sempre que puderem dançar. Falem eu te amo pra quem puderem falar. Façam as coisas que querem fazer, sem desculpas, sem ressalvas, sem abnegações. Sorriam para os estranhos da rua, para o tiozinho da padaria, pra aquele cara chato da faculdade.

      Porque já dizia o poeta que o tempo não para e é o único que nos causa arrependimentos. 
Vivam o hoje, como se não houvesse amanhã, porque na verdade, o amanhã não existe, é apenas uma extensão do hoje. O hoje é uma dádiva que se chama presente como já dizia o provérbio. E os momentos certos quem faz somos nós.
Quantas coisas vocês estão deixando de fazer? Quantas vocês estão deixando de viver? 
Pensem nisso. Se estão felizes, já estão vivendo a vida, mas E se não estão? 
Vivam hoje como se não houvesse amanhã.
Porque eu, eu fui ali, já! Ser feliz e não volto. Já que o tempo, este, não nos espera, nunca. 
E eu sei que foi assim,
"Um belo dia, resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer."
E você? O que está esperando?

Abraços iluminados e uma semana Magnífica a todos,
Gabi.


domingo, 3 de novembro de 2013

Sobre o filme Escritores da Liberdade

Quantas vezes nós próprios estudantes de qualquer cor, ou classe, não acreditamos em nós mesmos? 
Quantas vezes nós precisamos de alguém que nos inspire, nos motive ou até mesmo acredite em nós mais que nós mesmos? 
Quantas vezes nós nos sentimos imobilizados diante da realidade que nos cerca? 
Este filme é para mim, para você, para todos aqueles que gostariam que houvessem mais professores como a Senhora Gruwel (personagem do filme), para todos que precisam ser inspirados a sonhar, a mudar suas realidades e principalmente a acreditar que não só podemos buscar o aprendizado como devemos ensinar e aprender tudo que sabemos. 
E um parabéns especial a todos os professores que são educadores e a todos mais que se colocam nessa condição, sem vocês, o mundo seria uma penumbra cinzenta de pessoas que nem sonham muito e nem se libertam da caverna de Platão. Vamos ao que interessa: O filme.
filme retrata a história de uma professora idealista, chamada Gruwell, a qual escolhe lecionar numa escola em que possui uma turma um pouco diferente das “normais”, uma turma que faz parte do programa do governo a qual integra jovens que tenham passado pela prisão ou reformatório e participam de gangues. Esses jovens se mostram agressivos, rebeldes e com um contexto social e econômico únicos, mostram-se, portanto, desinteressados por aprender ou frequentar a escola, fazendo isso apenas por obrigação e determinação da pena. Isso faz deles marginalizados pelo sistema e pela própria escola que os vê como alunos inferiores e em determinados momentos até nega o direito ao aprendizado, negando livros que o governo entrega para todos os estudantes.
Mediante toda essa situação, de métodos nada ortodoxos, a professora Gruwell passa a querer de fato que os alunos aprendam e se interessem por aprender, ao invés de simplesmente marginalizá-los como os outros professores da escola. Então, ela passa a ouvi-los e a desenvolver atividades motivadoras considerando o mundo sem perspectiva em que os mesmos estão inseridos. Daí ela os motiva a escrever sobre suas próprias vidas e ao fazer isso, ela considera o aprendizado contínuo e dinâmico numa relação dialógica, pois ao examinar a bagagem que eles já tinham e ensinar-lhes conceitos novos a partir de suas histórias e contexto, acabou por fim motivá-los a participar das aulas, melhorar o desempenho acadêmico deles. E mais que isso, ela conseguiu inspirá-los a sonhar e a traçar caminhos novos, como entrar numa faculdade, mudar de vida, não segregar uns aos outros e ensinou-lhes um valor muito importante que era simplesmente fazer o certo porque é certo. Ao escrever sobre suas próprias histórias, eles iam se libertando da realidade que os aprisionava pela marginalização que a sociedade os impunha tudo isso devido à educadora que acreditava que nada diferia o potencial deles do potencial dos demais das turmas “normais” e por isso eles deveriam sim aprender como todos os outros.
Por isso, devemos almejar que no mundo tenha mais educadores assim, a importância deles é fundamental para a construção de uma educação progressista e libertária e a consequência de um mundo melhor. Pois, quantas Evas, existem no mundo? Quantos estudantes estão sem perspectivas seja pelo sistema seja pela escola e são segregados e marginalizados por essa sociedade desigual que desfavorece os sem recursos e os marginalizados. Percebe-se com isso a extrema importância de educadores como a professora Gruwell que não se conforma com a marginalização da educação e constrói uma perspectiva progressista e libertária, a qual inspira e motiva o educando a acreditar em si mesmo e ao considerar seu contexto histórico-social como uma parte importante do processo de aprendizado sendo a experiência de algo já aprendido em si pelos educandos, o que os motiva a buscar o aprendizado e ao aprender, mudam suas próprias vidas e ao mudar suas próprias vidas, mudam o mundo.


Abraços carinhosos em todos, 
Uma semana iluminada:
Gabi.