Quantas vezes nós próprios estudantes de qualquer cor, ou classe, não acreditamos em nós mesmos?
Quantas vezes nós precisamos de alguém que nos inspire, nos motive ou até mesmo acredite em nós mais que nós mesmos?
Quantas vezes nós nos sentimos imobilizados diante da realidade que nos cerca?
Este filme é para mim, para você, para todos aqueles que gostariam que houvessem mais professores como a Senhora Gruwel (personagem do filme), para todos que precisam ser inspirados a sonhar, a mudar suas realidades e principalmente a acreditar que não só podemos buscar o aprendizado como devemos ensinar e aprender tudo que sabemos.
E um parabéns especial a todos os professores que são educadores e a todos mais que se colocam nessa condição, sem vocês, o mundo seria uma penumbra cinzenta de pessoas que nem sonham muito e nem se libertam da caverna de Platão. Vamos ao que interessa: O filme.
O filme
retrata a história de uma professora idealista, chamada Gruwell, a qual escolhe
lecionar numa escola em que possui uma turma um pouco diferente das “normais”,
uma turma que faz parte do programa do governo a qual integra jovens que tenham
passado pela prisão ou reformatório e participam de gangues. Esses jovens se
mostram agressivos, rebeldes e com um contexto social e econômico únicos,
mostram-se, portanto, desinteressados por aprender ou frequentar a escola,
fazendo isso apenas por obrigação e determinação da pena. Isso faz deles
marginalizados pelo sistema e pela própria escola que os vê como alunos
inferiores e em determinados momentos até nega o direito ao aprendizado,
negando livros que o governo entrega para todos os estudantes.
Mediante toda
essa situação, de métodos nada ortodoxos, a professora Gruwell passa a querer
de fato que os alunos aprendam e se interessem por aprender, ao invés de
simplesmente marginalizá-los como os outros professores da escola. Então, ela
passa a ouvi-los e a desenvolver atividades motivadoras considerando o mundo
sem perspectiva em que os mesmos estão inseridos. Daí ela os motiva a escrever
sobre suas próprias vidas e ao fazer isso, ela considera o aprendizado contínuo
e dinâmico numa relação dialógica, pois ao examinar a bagagem que eles já
tinham e ensinar-lhes conceitos novos a partir de suas histórias e contexto, acabou
por fim motivá-los a participar das aulas, melhorar o desempenho acadêmico
deles. E mais que isso, ela conseguiu inspirá-los a sonhar e a traçar caminhos novos,
como entrar numa faculdade, mudar de vida, não segregar uns aos outros e
ensinou-lhes um valor muito importante que era simplesmente fazer o certo
porque é certo. Ao escrever sobre suas próprias histórias, eles iam se
libertando da realidade que os aprisionava pela marginalização que a sociedade
os impunha tudo isso devido à educadora que acreditava que nada diferia o
potencial deles do potencial dos demais das turmas “normais” e por isso eles
deveriam sim aprender como todos os outros.
Por isso, devemos
almejar que no mundo tenha mais educadores assim, a importância deles é
fundamental para a construção de uma educação progressista e libertária e a
consequência de um mundo melhor. Pois, quantas Evas, existem no mundo? Quantos
estudantes estão sem perspectivas seja pelo sistema seja pela escola e são
segregados e marginalizados por essa sociedade desigual que desfavorece os sem
recursos e os marginalizados. Percebe-se com isso a extrema importância de educadores
como a professora Gruwell que não se conforma com a marginalização da educação
e constrói uma perspectiva progressista e libertária, a qual inspira e motiva o
educando a acreditar em si mesmo e ao considerar seu contexto histórico-social
como uma parte importante do processo de aprendizado sendo a experiência de
algo já aprendido em si pelos educandos, o que os motiva a buscar o aprendizado
e ao aprender, mudam suas próprias vidas e ao mudar suas próprias vidas, mudam
o mundo.
Abraços carinhosos em todos,
Uma semana iluminada:
Gabi.

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